sexta-feira, 4 de março de 2016

O Coração do Cão Negro vem aí!

A Editora AVEC lançará no mês de Abril o primeiro volume da série Contos do Cão Negro: "O Coração do Cão Negro".

"O Coração do Cão Negro" foi adaptado da noveleta homônima publicada em Bazar Pulp. Arte de Fred Rubim.  


sábado, 28 de março de 2015

A Música do Quarto ao Lado




"A Música do Quarto ao Lado" é uma Graphic Novel com arte de Eduardo Monteiro e roteiro de Cesar Alcázar, baseado em conto homônimo publicado no livro “Bazar Pulp”.
Trilha sonora: Blue Train, de John Coltrane.

Lançamento: 11 de Abril de 2015, na IV Odisseia de Literatura Fantástica. Uma publicação da Editora Estronho.

Site da Odisseia: https://odisseialitfan.wordpress.com/
Evento: https://www.facebook.com/events/45565...
Editora: https://www.facebook.com/estronhobook

Eduardo Monteiro é natural de Novo Hamburgo, nascido em 1984. Residente em Porto Alegre, estuda Artes Visuais na UFRGS. Atua em diferentes áreas de produção visual, da fotografia criminalística, com a qual trabalha, à arte contemporânea e ilustração; procura contaminar seus trabalhos com as diferentes vivências estéticas destes universos. Faz sua estréia como artista de Graphic Novel com “A Música do Quarto ao Lado”.


Cesar Alcázar nasceu em Porto Alegre, no ano de 1980. Admirador de Hemingway, Borges e Robert E. Howard, encontrou na literatura uma forma de exteriorizar seus devaneios aventurescos e sombrios. É o autor dos livros “Bazar Pulp – Histórias de Fantasia, Aventura e Horror” e “A Fúria do Cão Negro”, além de ter organizado a antologia "Crônicas de Espada e Magia". Teve contos publicados em inglês pelas revistas Heroic Fantasy Quarterly e Swords and Sorcery Magazine. Também atua como editor (Argonautas Editora) e tradutor.


segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Anrath

Anrath, o Cão Negro de Clontarf, por Fred Rubim. Em breve, na webcomic Contos do Cão Negro. 

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Vem aí "Contos do Cão Negro"!

HQ de Fred Rubim e Cesar Alcázar. Acompanhe as novidades em nossa página do Facebook!


sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Lançamento de "Tu, Frankenstein II" na Feira do Livro de Porto Alegre

Sábado tem lançamento do livro "Tu, Frankenstein II", que foi escrito por diversos autores durante uma madrugada na Biblioteca Pública do RS.

Eu sou um dos autores que participou desta experiência fantástica e inesquecível inspirada na noite em que Mary Shelley concebeu Frankenstein. Venha pegar seu autógrafo conosco!

"Tu, Frankenstein II"

Contos de Braulio Tavares, Carlos André Moreira, Carlos Patati, Celly Borges, Cesar Alcázar, Marcelo Amado, Max Mallmann, Sean Branney, Simone Saueressig, Christopher Kastensmidt, Duda Falcão, Federico Andahazi, Felipe Castilho, Guilherme da Silva Braga, Gustavo Nielsen, João Pedro Fleck, Felipe M. Guerra.

Editora BesouroBox

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Longa sci-fi nacional CONTOS DO AMANHÃ em produção


PORTO ALEGRE, Brasil - A produtora porto-alegrense Bactéria Filmes prepara-se para o início das filmagens do longa-metragem de ficção científica Contos do Amanhã. O filme é a estreia na direção de Pedro Marques, que há mais de dez anos dedica-se à direção de publicidade, televisão, branded-content e finalização. Em fase de pré-produção, o filme tem suas filmagens previstas para a segunda quinzena de novembro e se estendem até março de 2015, com diárias em Porto Alegre, interior e litoral do RS. Com uma ampla gama de efeitos visuais, a produção promete a utilização de técnicas como sets virtuais, cenas subaquáticas e a integração de computação gráfica 3D com ações reais, entre outras ferramentas. Tudo isso para levar o espectador a uma Porto Alegre futurista do ano de 2165. Daniela Israel e Davi de Oliveira Pinheiro (Porto dos Mortos) assinam a produção executiva. Contos do Amanhã tem financiamento do Fumproarte, fundo de apoio à produção artística da prefeitura de Porto Alegre. Maiores informações disponíveis em www.contosdoamanha.com.br.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

O Cão Negro cavalga para as HQs!

Em breve!!

Contos do Cão Negro

Arte de Fred Rubim. Roteiro de Cesar Alcázar.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Mais Madrugada Sangrenta!

Adquira suas credenciais para as atividades da Madrugada Sangrenta - Especial Roger Corman: 

- Oficina de Efeitos Especiais com Rodrigo Aragão;

- Master Class com Roger e Julie Corman;

http://morofilmes.com/credenciais/

Vincent Price

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

HORROR SCREENPLAY AND TV SERIES CONTEST – MADRUGADA SANGRENTA


Está aberto o período de inscrições para criativos interessados em participar da primeira edição do Horror Screenplay and TV Series Contest, cujas atividades são direcionadas ao desenvolvimento de roteiros para um longa-metragem de horror e uma minissérie dehorror ou suspense.
Horror Screenplay and TV Series Contest é uma realização do SIAPAR – Sindicato da Indústria do Audiovisual do Paraná e da MORO FILMES.
Suas atividades acontecem o dia 01 novembro de 2014 durante o evento Madrugada Sangrenta 2014 – Especial Roger Corman em Curitiba.
Entre os dias 05 de agosto e 15 de setembro de 2014 poderão ser inscritos roteiros em desenvolvimento de longa-metragem gênero horror e/ou minissérie gênero horror ou suspense de qualquer estado brasileiro, desde que seu argumento esteja devidamente registrado ou protocolado na Fundação Biblioteca Nacional.
Dos projetos participantes, 10 (dez) serão selecionados pela presente convocatória para a defesa em Banca durante o 4º dia do evento Madrugada Sangrenta 2014, sendo 5 (cinco) para longa-metragem de horror, e 5 (cinco) para minissérie de horror ou suspense.
Os selecionados serão informados por e-mail até o dia 30 de setembro.
A lista dos selecionados será divulgada no site da Moro Filmes dia 01 de outubro de 2014.
Este Contest tem como objetivo identificar e premiar novas idéias de argumentos de ficção e criadores do gênero de horror de todo o país; disseminar conhecimentos e experiências sobre roteiros; promovendo diálogo entre roteiristas e fãs do gênero.
É de fundamental importância que os selecionados se disponham a comparecer ao local e hora agendado do Contest para a defesa de seu projeto na Banca.
PREMIAÇÃO: 
Serão contemplados 2 projetos:
- 1 (um) longa-metragem de horror.
- 1 (uma) minissérie de horror ou suspense.
Os prêmios:
- Laboratório de desenvolvimento dos conteúdos ministrado pelo Diretor e Roteirista Paulo Biscaia Filho (“Morgue Story” e “Nervo Craniano Zero”) ao longo de 6 a 9 meses posteriores a premiação do Contest.
- Desenvolvimento de projeto audiovisual em co-produção com qualquer empresa produtora associada do SIAPAR (que demonstre interesse em realizar o projeto) e distribuição da Moro Filmes.
- Impressão em formato de livro pela Editora Estronho com lançamento na Madrugada Sangrenta 2015.
Os prêmios não poderão em qualquer circunstância serem transformados em espécie.
IMPORTANTE:
A organização da Madrugada Sangrenta não se responsabilizará com custos de transporte, alimentação ou hospedagem durante as datas do evento. O profissional vinculado ao projeto deverá custear a sua viagem.
Todos os selecionados receberão uma credencial “Jack Nicholson” que dará direito a freqüentar todas as atividades da Madrugada Sangrenta 2014.
DOCUMENTOS PARA INSCRIÇÃO E PARTICIPAÇÃO DO CONTEST:
A – Projetos inscritos na categoria longa-metragem gênero horror deverão obrigatoriamente apresentar as informações descritas abaixo, a não entrega de alguma destas informações, desclassificará automaticamente o projeto concorrente:
-Título provisório do longa-metragem;
-Storyline;
-Sinopse curta do longa-metragem, no máximo em três linhas;
-Sinopse longa do longa-metragem, no máximo em até 500 palavras;
-Descrição dos personagens principais, no máximo três páginas;
-Argumento do longa-metragem de até 5.000 palavras.

*Roteiros de até 100 páginas poderão ser enviados como material complementar (desde que devidamente, registrado na Biblioteca Nacional).

B – Projetos inscritos na categoria minissérie gênero horror ou suspense deverão obrigatoriamente apresentar as informações descritas abaixo, a não entrega de alguma destas informações, desclassificará o projeto concorrente:

-Título provisório da minissérie;
-Sinopse curta da minissérie, no máximo em três linhas;
-Sinopse longa da minissérie, no máximo em até 500 palavras;
-Descrição dos personagens principais, no máximo três páginas;
-Argumento detalhado da série de até 5.000 palavras;
-Argumento dos três primeiros episódios de até 3.000 palavras por argumento.

Obs: Antes de enviar os documentos solicitamos que o participante leia e concorde com o Regulamento em arquivo anexo REGULAMENTO HORROR CONTEST.


quinta-feira, 3 de julho de 2014

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Pobre Anrath

Do MacBain's Dictionary da lígua gaélica: 


annrach, ànrach
errante, forasteiro; vindo tanto de *ann-reth-ach, quanto de *an-rath-ach, "desafortunado", raiz rath, sorte, q.v.

annrath

aflição/angústia, Irlandês anrath; an-rath; ver rath, sorte. 

quarta-feira, 23 de abril de 2014

1000 anos da Batalha de Clontarf

No dia 23 de Abril de 1014, acontecia a batalha que mudou a vida de Anrath. Nascia o Cão Negro.

Então veio Clontarf.
De um lado, os irlandeses comandados pelo Rei Supremo Brian Boru, do outro, os vikings liderados por Sigtrygg Silkbeard, do Reino de Dublin, e os rebeldes de Leinster. Earl Sigurd, das Ilhas Orkney, e Brodir, da Ilha de Man, também correram em auxílio de Sigtrygg. E, junto com Brodir, foi o bando de Ild Vuur.
Os dois exércitos se encontraram nos arredores de Dublin em uma Sexta-Feira Santa. Rancores e rivalidades de décadas também se encontraram ali. A luta começou pela manhã e, quando acabou ao raiar do dia, dez mil homens haviam encontrado a morte. Das poucas centenas de sobreviventes do lado nórdico, a maior parte fugiu para as muralhas de Dublin. Outros escaparam por terra ou mar.

Tamanha mortandade abalou o jovem Anrath, então com cerca de vinte anos. Mesmo que estivesse acostumado a matar nas incursões predatórias dos companheiros vikings, participar daquele banquete colossal para os corvos deixaria marcas para toda sua vida. Viu a morte de perto ao confrontar o lendário Wolf o Brigão. Às vezes, ainda acorda no meio da noite ouvindo os gritos de Wolf, amaldiçoando-o depois de ser apunhalado na luta: Cão Negro, maldito Cão Negro!


A Batalha de Clontarf por Hugh Frazer.

terça-feira, 22 de abril de 2014

The Black Hound rides again on the pages of Swords and Sorcery Magazine.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Convite


Cronologia de Anrath, o Cão Negro de Clontarf

994 EC: Nascimento?

1002 EC: Levado para viver entre os vikings.

1014 EC: Batalha de Clontarf / Torna-se mercenário.

1018 EC: Batalha de Carham.

1022 EC: O Coração do Cão Negro (noveleta) – no livro Bazar Pulp

1023 EC: Uma Canção para o Cão Negro (conto) – no livro Mundo de Fantas

1024 EC: Uma Sepultura Solitária Sobre a Colina (conto) – no livro Bazar Pulp

1024 EC: A Fúria do Cão Negro (novela) – no livro A Fúria do Cão Negro

1026 EC: Lobos (conto) – no livro Mundos Distantes Vol. 1

1028 EC: Lágrimas do Anjo da Morte (noveleta) – no livro Sagas Vol. 1 Espada e Magia


segunda-feira, 31 de março de 2014

Ele está chegando! Prepare-se para "A Fúria do Cão Negro".


Anrath, o mercenário irlandês conhecido como Cão Negro de Clontarf, embarca em uma jornada de horror e violência para vingar a morte da única pessoa que lhe importava no mundo. Os poderosos de Uaithne mandaram para a fogueira alguém que não deviam, agora eles terão de enfrentar a fúria do Cão Negro.

Acompanhe esta aventura do Cão Negro, um anti-herói cujas histórias já conquistaram leitores no Brasil e no exterior:

“Em termos simples, a melhor história Celta/Viking que você lerá de um autor brasileiro.”
Heroic Fantasy Quarterly

“Anrath é um personagem que, mesmo letal, apresenta um olhar reflexivo sobre seu lugar em um mundo no qual sua existência sempre fora marcada por batalhas sangrentas.”
Tânia Souza, blog À LitFan

“Um personagem real e muito humano.”
Pat Kovacs, blog Alternativos & Independentes

Não são raros os autores estrangeiros que mandam seus heróis a vaguear pelas colinas enevoadas da Irlanda na Idade Média, mas de autoria nacional, podemos nos orgulhar de Anrath, o “Cão Negro”, criado por Cesar Alcázar. Com uma pesquisa profunda e uma destreza em escrever histórias cativantes de alta aventura, Cesar cunhou um herói memorável. Anrath consagrou-se no Brasil pelas suas aparências frequentes nas antologias de literatura fantástica, e já superou a maioria dos seus concorrentes estrangeiros, tendo uma das suas histórias publicadas em inglês na revista norte-americana Heroic Fantasy Quarterly, auge das publicações de “Espada e Feitiçaria” mundial.

Nesta nova trama, rica em detalhes históricos e com belos toques de fantasia, Anrath busca vingar a morte da Grainne, a Bruxa Vermelha de Moher, mas ele terá de enfrentar inúmeros inimigos poderosos pelo caminho. Então, aproveite, leitor, e mergulhe na mais nova história do nosso herói Anrath, na sua aventura mais longa e sofrida até hoje!

Christopher Kastensmidt
Autor da série “A Bandeira do Elefante e da Arara”.

A Fúria do Cão Negro
Autor: Cesar Alcázar
Editora: Arte & Letra
Capa: Frede Marés Tizzot
Revisão: Tiago Cattani
100 páginas

domingo, 16 de março de 2014

A Fúria do Cão Negro


Depois de aparecer em três livros no Brasil e em uma revista digital nos EUA, o Cão Negro está de volta, dessa vez em um livro todinho dele. Lançamento da Editora Arte & Letra na Odisseia de Literatura Fantástica.


sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Primeira resenha internacional!

O blog da Revista Black Gate - Adventures in Fantasy Literature comenta "A Lonely Grave on the Hill":

The story is very successful at evoking the misty-shrouded Irish night and presenting the two men’s contrasting memories of the battles they fought.


Para ver a resenha completa, clique na imagem abaixo:


"A Lonely Grave on the Hill" foi publicada em Novembro na edição #18 da revista digital Heroic Fantasy Quarterly.

Não há heróis como os irlandeses...

"Então Cúchulainn deu a volta na tropa até chegar a Áth nGrencha. Lá ele cortou um galho forcado com um golpe de sua espada e fixou-o no meio do córrego para que nenhuma biga pudesse passar de um lado ou do outro. Enquanto ele estava assim ocupado, Eirr e Indell com seus dois cocheiros, Fóich e Fochlam, o alcançaram. Ele cortou a cabeça dos quatro e as empalou nos quatro dentes do galho forcado."

Táin Bó Cúailnge



segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Eu estava lá: Pelos caminhos de Frankenstein


Escritores subindo às escadas da Biblioteca para criarem contos de terror. Foto Leocádia Costa / CRL / Divulgação

Por Luiz Gonzaga Lopes - Jornal Correio do Povo

A noite de sábado e a madrugada de domingo foram de recriar um evento por um portal de 197 anos de história. Do verão chuvoso de 1816 em Genebra, na Suíça, quando Lord Byron propôs o desafio de produzir uma história de terror durante uma noite, aceito por Mary Shelley, autora de Frankenstein, e John William Polidori, o recorte histórico se deu para madrugada deste domingo, quando 18 autores de literatura fantástica, policial e terror escreveram seus contos na atmosfera lúgubre, silenciosa, cercada de mistério e que igualmente atravessa séculos da Biblioteca Pública do Estado, construída em 1871.

O Tu Frankenstein 2 teve como ponto alto esta ação construída em conjunto pela Câmara Rio-Grandense do Livro, em parceria com o Fantaspoa e com a Odisseia de Literatura Fantástica de Porto Alegre. Por volta das 19h30min de sábado, os escritores brasileiros e estrangeiros seguiram em cortejo desde o Centro Cultural CEEE Erico Verissimo, passando pela rua General Câmara até o prédio da Biblioteca. A recepção aos escritores, convidados e jornalistas foi feita pelo próprio Frankenstein. O patrono da 59ª Feira do Livro, Luís Augusto Fischer, e o vice-presidente da Câmara do Livro, participaram da parte inicial da atividade. Os curadores do projeto Jussara Rodrigues, João Pedro Fleck, Duda Falcão e Gustavo Nielsen.



Frankenstein saúda Federico Andahazi. Foto Leocádia Costa / CRL / Divulgação

O momento inicial foi a apresentação dos autores Gustavo Nielsen (Argentina), Alexis Aubenque (França), Sean Branney (EUA), Federico Andahazi (Argentina) e os brasileiros Felipe Guerra, João Pedro Fleck, Duda Falcão, Marcelo Amado, Celly Borges, Guilherme Fraga, Cesar Alcázar, Carlos Patati, Bráulio Tavares, Christopher Kastensmidt, Simone Saueressig, Felipe Castilho, Max Mallmann e Carlos André Moreira. Logo depois, os escritores ouviram da diretora da Biblioteca Pública, Morgana Marcon, sobre o prédio com forte influência positivista, aberto ao público em 1922. Os autores foram instalados no Salão Mourisco, inspirados nos salões do Palais de Versailles e com pinturas murais de Fernando Schlater.

Com seus notebooks e alguns escritores fazendo anotações em um caderno, o trabalho de criação se iniciou efetivamente por volta das 20h. Com a iluminação reduzida a atmosfera para a criação estava assegurada. O silêncio e ar lugúbre do local foram entrecortadas por uma menina de vestido branco e pelo pianista Roberto Pinheiro, que reinjetou adrenalina aos autores por volta das 3h da manhã. Volta e meia algum autor descia para comer algo no primeiro piso. O francês Alexis Aubenque disse que era a primeira vez que participava de uma atividade como essa e elogiou a iniciativa. No começo da atividade, o seu conto era intitulado “Sete horas em Porto Alegre” e teria um crime, sendo uma espécie de paródia do seu livro Sete Dias em River Falls.

O resultado da experiência será publicado em 2014 pela Editora Dublinense e deverá também ser reproduzido na Argentina. Segundo Duda Falcão, um dos curadores do projeto, a ideia é que o trabalho coletivo seja lançado na Feira do Livro do ano que vem. “O meu conto se chamou ‘Devoradores de Narrativas’ e trata de uns alienígenas parecidos com ácaros que estavam dentro de livros raros da Biblioteca e são lidos por um vigia noturno, meu personagem. Estes seres devoram palavras e também o vigia, que volta em forma de monstro/zumbi e passa a devorar as demais pessoas”, afirma Duda. Max Mallmann disse que aproveitou uma informação da diretora da Biblioteca de que na gestão de Ado Malagoli as pinturas murais da sala de leitura foram recobertas de cinza para não atrapalhar os leitores. “A partir disto, criei o conto ‘O Vórtice’, pois embaixo da pintura cinza estão vórtices, passagens interdimensionais para outros mundos”, finaliza.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

"A lonely grave on the hill", by Cesar Alcázar

Já online na edição #18 da revista digital Heroic Fantasy Quarterly: "A lonely grave on the hill", by Cesar Alcázar. Simply put, the best Celt/Viking story you’ll read by a Brazilian author, ever. (The editors)


segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Um duelo em Marselha - por Cesar Alcázar



Ninguém percebeu o passo apressado do velho Dubois em meio ao tumulto habitual na região portuária de Marselha. Mesmo mancando, o homem, que vestia um casaco vermelho surrado, caminhava com rapidez impressionante para uma pessoa de sua idade. Quando chegou à taverna de Bouche Dorée, suspirou aliviado.
Dubois, com a respiração ofegante, cambaleou entre as mesas e foi logo sentando diante do balcão. Bouche sorriu para o amigo, exibindo sua coleção de dentes de ouro emoldurada por um vasto bigode branco. Dubois mal podia falar, e gesticulou para o taverneiro lhe trazer uma bebida.
– O que foi, Dubois? Está fugindo dos soldados outra vez? – indagou o homem de sorriso dourado enquanto enchia o caneco de rum.
– Acabei de presenciar algo terrível na frente do Forte Saint-Jean!
O velho Dubois sorveu um longo gole do rum para aumentar o suspense. Porém, Bouche não parecia estar muito interessado na novidade que ele tinha para contar.
– Lembra-se de Dupont e Fournier? – Dubois perguntou tentando despertar a curiosidade do amigo.
– Sim. Eram oficiais Hussardos. Devotaram suas vidas a um duelo sem fim. Mas, isso é uma história muito antiga, do tempo de nossos pais!
– Pois eu testemunhei um duelo como aqueles de Dupont e Fournier há cerca de uma hora!
– Um duelo?
– Com pistolas!
– Como aconteceu?
– Eu estava perto do Forte quando ouvi o burburinho. Um jovem do leste chamado Józef, bem jovem mesmo, deve ter uns dezoito anos, havia desafiado um certo capitão americano de nome Blunt para um duelo até a morte.
– Marinheiros?
– Dizem que eles contrabandeavam armas para os carlistas.
– Você sabe o motivo da luta? Mulheres? Dinheiro? Algo mais?
– E por que mais os homens se matam além de mulheres e dinheiro?
Dubois silenciou por alguns instantes para molhar a garganta com o rum. Depois, continuou sua narrativa:
Doña Rita... – suspirou o velho – Ela foi a causa. Uma espanhola belíssima que andava com eles. Eu mesmo teria matado por aquela mulher. Depois de encerrada a troca de balas, um marujo me contou o que acontecera. O rapaz Józef, deve ser russo ou algo parecido, foi seduzido por Doña Rita para se juntar aos contrabandistas. Józef é um ótimo marinheiro, apesar da pouca idade. No entanto, a mulher pertencia ao tal Blunt. Consta que o rapaz tentou fugir com Rita, e o capitão não permitiu. Ou ela não quis deixar o amante original, não sei bem. Sei que Józef, menino de coragem, desafiou o americano! Foi neste ponto que comecei a acompanhar a tragédia...
– Pelo jeito o garoto morreu.
– Deixe-me terminar!
– Sim, sim. Prossiga velho poeta! – ordenou Bouche em tom irônico.
 – Bem, como já disse, eu ouvi a agitação e fui até lá para ver o que estava acontecendo. Os dois homens se encontravam de costas um para o outro. Iriam duelar pelo Code Duello irlandês, embora não tivessem acompanhantes nem juízes. Ainda que fossem salteadores, deveriam ser homens honrados.
– Ninguém tentou impedi-los?
– Não. E até vi alguns guardas assistindo a tudo. Duelos são ilegais, mas você sabe como o povo gosta de sangue...
– Malditos abutres!
– Então, eles começaram: deram quinze passos em direções opostas. Acho que todos os presentes confiavam na perícia dos atiradores, pois ninguém arredou pé. Nenhum dos dois trapaceou. Deram meia volta ao mesmo tempo e atiraram. Não foi possível sequer ouvir dois estouros, tal sincronia dos tiros. Quando percebemos, os dois homens estavam no chão e uma espessa nuvem de fumaça pairava sobre os corpos. 
– Os dois tombaram?
– A bala do menino Józef atingiu o ombro esquerdo do capitão. Já Blunt, conseguiu acertar o projétil no lado direito do peito do rapaz. Um ferimento sério. Logo, os dois foram socorridos. Vi Doña Rita acompanhar o pessoal que ajudou Józef. Procurei saber mais sobre o caso e vim correndo para cá.
Dubois bebeu mais um gole do rum e secou os lábios na manga do casaco. Com um suspiro, ele continuou:
– Pobre Józef, está muito mal. Talvez não sobreviva.
– Seria melhor para ele não sobreviver... – disse uma voz que surpreendeu os dois amigos. Outra pessoa havia entrado na taverna sem ser percebida. Era um marujo de rosto sombrio e envelhecido, com uma enorme cicatriz a atravessar o lado esquerdo da face. Ele permanecera lá incógnito e ouvira quase toda a narração de Dubois.
– Por que você diz algo assim, senhor... – quis saber Bouche Dorée. – Tem algo contra o rapaz?
– Como podem perceber pela minha face, tive minha cota de escaramuças durante a vida. Vi e vivi coisas belas e outras terríveis. Posso afirmar que nada foi pior do que o duelo que marcou muito mais do que o meu rosto. Estive exatamente onde Józef está agora, por motivos semelhantes. Que infortúnio! Vi a história se repetir desde o início, e não fiz nada para interferir. Eu participei da mesma aventura de Józef e Blunt, contrabandeando armas para os rebeldes espanhóis. Sei que Józef ama Doña Rita de verdade. E sei também que ela embarcou em um navio com Blunt rumo à América agora há pouco. Ouçam o que digo, companheiros, nada pior do que conhecer a amargura dessa forma. Ainda mais quando ela vem acompanhada de uma bala no peito. Antes ela tivesse lhe atingido o coração, o culpado de tudo.  

domingo, 20 de outubro de 2013

The coming of Anrath - The Black Hound



Em breve na revista digital Heroic Fantasy Quarterly: "A lonely grave on the hill", by Cesar Alcázar. Minha primeira publicação internacional.

Anrath, o Cão Negro (agora The Black Hound), cavalga por terras estrangeiras!